sábado, 18 de janeiro de 2020

Uma surpresa, muita gratidão


Uma surpresa, muita gratidão

A vida nos surpreende a cada momento. Uma palavra, um sorriso, um bom dia, muitas coisas podem vir a complementar o brilho do seu dia. Mas, há coisas que toma destaques e a elas nós prenunciaremos a voz de Deus que vêm para dar sentido a nossa vida.

Em idas e vindas à academia para trabalhar a musculatura, com vários propósitos, entre eles, manter a forma e encontrar pessoas que, todos os dias por ali passam, deixam sua parcela de luz a iluminam a vida dos parceiros de exercício. Eis que essa manhã, (14/01), segunda terça-feira da segunda década do milênio, fui surpreendido com um presente, um daqueles que só se dá aos especiais; o professor Janduhy Tavares, frequentador assíduo, estende para mim um março de papel datilografado, à moda antiga, contendo algumas de suas criações poéticas, qual foi minha surpresa, dedicadas a mim.

O coração gelou, a pele arrepiou e fui tomado pela emoção. Está na mente de uma pessoa, por um momento que seja, como fonte de inspiração, é a maior demonstração de existência. Ele não se diz poeta, por não seguir os rigores da métrica da poesia clássica, mas, é um grande artista, uma vez que a verdadeira arte é aquela que vem do coração e, com verdade, transmite algo, alguma informação, um sentimento, um grito que seja, desde que construído com o propósito de comunicar, encantar ou simplesmente informar.

Sinto-me grato a vida e a esse gentil artista que se utilizou de seu tempo e talento para versar belas palavras, narrando crônicas de seu dia-a-dia. Meu muito obrigado a você, Prof. Janduhy Tavares. Não temas em expor o seu trabalho, pois, nós, apesar de culturalmente ricos, carecemos de poesia em nossas relações diárias.

ATENDENDO A UM AMIGO



Sílvio, um amigo da Academia,
É legal e muito boa gente.
Por ser erudito e inteligente
É um homem de grande valia.

Embora eu não seja poeta,
Brinco de fazer poesia.
Tenho como a meta
E isso me dá alegria.

Falando sobre meus poemas,
Ele pediu para analisar os temas
E dá sua valiosa opinião.

Fiquei bastante lisonjeado
Por o mesmo ter solicitado
E dou com muita satisfação.
Janduhy Tavares

UM CIDADÃO BRASILEIRO
Sílvio Feitosa

Passei e vi, sobre um papelão
E coberto com folhas de jornal,
Parecendo muito mais um animal,
Deitado e dormindo no chão.

Era, simplesmente, um ser humano
Ou mesmo um farrapo de gente,
Que não tinha um pedaço de pano.
Era um cidadão brasileiro indigente.

Quem passava, por ali, apenas olhavam.
Algumas pessoas, com nojo, desviavam
Daquele miserável e pobre coitado.

A indiferença dos passantes era patente,
Não se via em toda aquela gente,
Piedade para com aquele pobre desprezado.
Janduhy Tavares

A MENDIGA

De um lado, pendurada uma sacola,
do outro, uma criança no peito.
Era magra, triste e sem jeito.
A quem passava pedia uma esmola.

Era um cenário desesperador
Que constrange um ser humano.
A representação viva da dor,
O retrato vivo do desengano.

Próxima de um prédio de arranha-céu,
Onde pessoas moram mais perto do céu
Em seus confortáveis apartamentos.

Ninguém dava atenção àquela mulher,
Que maltrapilha e só, ali em pé,
Revelava a todos seus tormentos.
Janduhy Tavares

GUARDA NOTURNO


Nesta rua calma e deserta
Passa um guarda a apitar.
O que fez foi me acordar,
Mas sua atitude é correta.

Esse é, sem dúvida, seu ofício,
Se anunciar para o ladrão.
Mesmo com algum sacrifício,
Tem que cumprir sua missão.

Não o condeno por me acordar.
No fim do mês vou recompensar
dando-lhe uma gratificação.

Já é um homem de idade,
Mas que tema a necessidade
De ainda ganhar o seu pão.
Janduhy Tavares


NÃO SATISFAZ


Encontrar com uma mulher
Só para matar a vontade,
Isso todo homem quer,
Mas não satisfaz de verdade.

Estado o homem já cansado
De viver de aventura,
Quer agora uma criatura,
Que viva sempre a seu lado.

Que seja sua companheira
Peça vida inteira.
Dando-lhe carinho e amor.

Não havendo essa condição,
Ficará infeliz seu coração
Sua vida não tem valor.
Janduhy Tavares

NOSTALGIA

Quando em tarde nublada e fria
Uma bela canção passo a escutar,
Bate em sue peito uma nostalgia,
Que vem minha saudade despertar.

Saudade dos velhos tempos idos,
Dos tempos felizes da mocidade,
Dos tempos que foram vividos,
Com amor, paixão de amizade.

Agora, no caso da existência,
Sentido dos folguedos a ausência,
Um vazio invade meu coração.

E dentro dessa infeliz apatia,
Estou aos poucos perdendo a alegria
E vivendo uma vida sem emoção.
Janduhy Tavares

MINHA CAMINHADA


No decorrer de mina longa caminhada,
Tive, com todos, tristezas e alegrias,
Mas, cercado de boas companhias,
Estou chegando ao fim da jornada.

Com amor, respeito e lealdade,
Cada um dentro de sue espaço,
Procurei cultivar cada amizade
Assim foi seguindo meu passo

Algumas já pariram para a eternidade
Deixando em meu coração muita saudade
E uma lembrança que jamais s acabará.

Com certeza, um dia, nos encontraremos
E então com alegria nos abraçaremos,
Para uma nova vida, enfim, recomeçar.

Janduhy Tavares