terça-feira, 31 de março de 2020

Se Vista e Revele



Se vista e revele


Se vista de couraça,
Seu corpo tão gelado,
E de amor flagelados,
Despido de desgraça.

Se veja a toda graça,
Seu jeito desvelado,
No olhar  frio orvalhado.
Avistando o que abraça,

O eu preso assim contido,
No mundo distraído.
Numa  mais bela forma,

Um Anjo renascente,
Revela a face e sente,
Beleza que transforma.

Sílvio Feitosa Ferreira (Rev. Adonias Silva Filho)
30/03/2020 

quarta-feira, 25 de março de 2020

Vida Pequenina



Vida pequenina


Não importa o tamanho da vida
Ou a fragilidade que a expõe.
Dever ser cuidada de saída,
Um grande gesto a vida impõe.

Ocupar-se de vida já crescida,
Negociata ao futuro depõe.
Quem ao pequenino dá guarida,
O lucro no ato já se compõe.

Mesmo d’uma vida que viceja.
Carece toda nossa atenção,
A vida por pequena que seja.

Um pássaro que a vida flameja,
Até exótico pobre de afeição,
A gloria de ser sempre almeja.

Sílvio Feitosa Ferreira
25/03/2020

domingo, 22 de março de 2020

Não é prisão



Não é prisão


Não é prisão, é o meu porto seguro,
Minha casa, um lugar de beleza.
Protegido estou, pro meu futuro,
Aonde, no comando, sou a realeza.

O bom espaço que sempre procuro,
Para ficar trabalhando a destreza.
Fugindo de todo ponto obscuro,
Vivendo sempre com a melhor clareza.

Na era de reclusão forçada,
Não há espaço melhor pra estar.
Meu canto, meu ninho minha morada.

Um lugar sereno com pessoa amada,
Sigo os dias com coisas pra criar,
Pra vencer sem dor tão dura jornada.

Sílvio Feitosa Ferreira
22/03/2020


sábado, 14 de março de 2020

Brincadeira de criança

Brincadeira de criança

Onde a Vida é leve,
O tempo custa a passar,
felicidade que me leve,
Sem ter tempo de pensar.

Não há dor nem sofrimento,
machucado é de momento.
Sangrando ato com unguento,
Mas chorar, nem em pensamento.

No outro dia é que vejo o estrago,
Da peladura ao corte profundo.
Mas brincar é a melhor coisa do mundo.

Privar criança das brincadeira,
É lhe roubar toda a infância.
Um Período de muitas vidas,
Momentos de ser criança.

Sílvio Feitosa Ferreira
12/03/2020

sábado, 7 de março de 2020

Esnobe

Silvio Feitosa

 Esnobe



Isolamento no seu próprio ego,
Mal d’ alma que o coloca no topo.
Egocentrismo dum sujeito cego
Incapaz de se perceber um zopo.

Não seria a visão do próprio mundo,
Engodo de viciadas visões?
Onde seu centro acha-se no fundo,
Imerso em perdidas ilusões?

Enxerga n’outro sempre seu capacho,
Escada para sua vil ascensão,
Faz da vida eterno cambalacho.


Só com amor a vida é concreta.
Vida em conjunto é uma benção,
Se notasse que o outro o completa.

Sílvio Feitosa Ferreira
07/03/2020



quarta-feira, 4 de março de 2020

Ser Amigo


Ser amigo

Ter amigo, hoje, é coisa valiosa.
Procurando muito de mil se tira um,
Quando se acha é força gloriosa,
Pois um amigo tem valor incomum.

Pra ser amigo tem que ter tolerância,
O diverso há de ser o complemento.
Sem amigo tudo é desesperança,
O discurso da vida vira tormento.

Tudo nessa vida é polarizado.
Temos que olhar sempre para dois lados,
Amor, ódio, pureza, até o pecado,
Nos extremo, contrário é condenado.

Há mais Esperança na comunicação.
A conversa é o remédio para cura,
Compreendendo o outro usando o coração,
Respeitando-se cicatriza fissuras.

Ter opinião própria é coisa mais sagrada,
Rigidez leva ao empobrecimento.
Ouvir, evitando fala acalorada,
Abre-se caminho para o conhecimento.

Venha amigo, dê-me cá de lá um abraço,
Amizade boa é pra ser cultivada.
A poesia é forma de manter o laço,
Façamos da felicidade, estrada.

Silvio Feitosa Ferreira
04/03/2020

Ser Amigo


Se não tenho qualidade
Para ser seu amigo,
Tenho que ter dignidade
Esse orgulho trago comigo.

Evito até sua companhia,
Não quero constrangimento.
Não guardo ressentimento,
Só penso em dar alegria.

Desculpe-me a sinceridade,
Mas já sendo de idade,
Tenho que ser consciente.

Se achou que não mereço
Gozar de seu apreço,
Não posso ficar contente.




terça-feira, 3 de março de 2020

Armadilha

Armadilha

A mente amplo espaço em grandeza,
Armadilhas perfeitas para os incautos
Cheio de portas, janelas, incertezas,
Aos que na vida se laçam em arautos,
Atraídos pela cruel esperteza.

Labirinto de mil saídas ocultas,
Chagas causadoras de dores intensas
Fraturas advindas pelas duras lutas,
Marcas abertas de feridas imensas,
De dores na busca da vida adulta,
 Ilusão perdida da vil recompensa.

Cercado em meio a muitos espinhos,
Atados, cativo de  grandes tristezas
Expulsos a choques do seguro ninho,
Em busca da vã e sonhada grandeza,
Caem na infinita busca da riqueza.




A saída é projetar a viagem,
Facilitando encontrar a estrada,
Sem a ambição presa em sua bagagem
Trilham seguindo, reabrindo entradas,
Cumprindo o que descrito na mensagem,
Festas infindas honrando sua chegada.

Sílvio Feitosa Ferreira
03/03/2020